Governo do Distrito Federal
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24/12/15 às 14h03 - Atualizado em 12/04/18 às 14h55

Controladoria-Geral adota modelo de auditoria do Instituto de Auditores Internos com o apoio do Banco Mundial para fiscalizar gestão pública

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Padrão internacional está dividido em cinco níveis. Objetivo de Brasília é alcançar o marco 4 até 2019

 

Para fortalecer o controle interno do governo de Brasília, a Controladoria-Geral do DF vai adotar o padrão de fiscalização da gestão pública promovido pelo Banco Mundial, o Modelo de Capacidade de Auditoria Interna (IA-CM, sigla em inglês). Esse método analisa o serviço e o papel da auditoria interna, o gerenciamento de pessoas, as práticas profissionais, a prestação de contas, a estrutura de governança empregada e outros critérios.

 

As avaliações são feitas em cinco níveis, classificados em inicial, infraestrutura, integrado, gerenciado e otimizado. Cada padrão apresenta um valor para o modelo de controle interno. O marco 5, até o momento, não foi alcançado por nenhum país, segundo a controladoria.

 

O plano é que, em três anos, o governo de Brasília atinja o nível 4, considerado de excelência no modelo internacional — alcançado por poucas unidades de auditoria interna do mundo. Para isso, a pasta vai criar um grupo de trabalho e terá até 30 de março para apresentar um plano de ação com as etapas.

 

De acordo com o subcontrolador de Controle Interno, Lúcio Carlos de Pinho Filho, o tempo é apertado, e a meta é ousada. “É uma tarefa desafiadora, mas a gente já tem alguns serviços no nível 2”, explica. “É difícil, mas necessário.”

 

Pinho Filho acrescenta que o resultado vai apresentar impacto na imagem de Brasília. Segundo ele, uma avalição internacional representa a capacidade de fiscalizar a aplicação de recursos.

 

Avaliação
Para ser avaliado, é necessário preencher um documento com a indicação das etapas cumpridas. Em seguida, representantes de outra unidade da Federação, que faça parte do Conselho Nacional dos Órgãos de Controle Interno, avaliam se o que foi marcado está de acordo com os princípios adotados pelo banco. O resultado é mantido em segredo até a visita de avaliadores da instituição, que verificam os procedimentos. A controladoria só muda de nível se ambas avaliações forem unânimes e positivas.