Governo do Distrito Federal
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19/12/18 às 9h25 - Atualizado em 28/01/19 às 15h39

Encontro de 3 gerações da CGDF

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Evento reuniu 3 controladores do DF para um debate

 

A manhã desta terça-feira (18) foi de grande proveito para o futuro da CGDF. Um conjunto de entidades promoveu o “Encontro com os controladores”, com a presença do antigo controlador-geral Henrique Ziller, o atual controlador Lúcio Pinho e o futuro secretário de estado Aldemário A. Castro.

O anfitrião foi Eduardo Vieira, coordenador da Câmara Brasileira de Mediação e Arbitragem Empresarial (CBMAE), órgão operacional da Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), onde o encontro aconteceu.

Os controladores se reuniram para debater sobre o passado, o presente e o futuro dos órgãos de controle brasileiros, com foco na Controladoria-Geral do Distrito Federal.

Onésimo Staffuzza, presidente do Observatório Social de Brasília, abriu a discussão. O evento reuniu representantes do Grupo de Educação Fiscal do DF, da rede DF em Movimento, servidores da CGDF, da Controladoria-Geral da União, do Tribunal de Contas da União, do Sistema FIBRA, do Conselho Regional de Administração, do Conselho Regional de Contabilidade e da Confederação Nacional de Bispos do Brasil.

Henrique Ziller, controlador-geral de 2015 a 2018, contou sua “experiência maravilhosa” à frente da Controladoria. Segundo ele, recebeu a CGDF já como um órgão muito qualificado e, daí, incrementou mudanças. Para Ziller, o ponto inicial de sua gestão foi perceber “as possibilidades que haviam e a evolução que poderia ocorrer. ”

 

Ex controlador-geral do DF, Henrique Ziller, fala aos presentes

 

Em relação aos desafios à frente para a Controladoria, Ziller destacou a “conscientização da participação do cidadão”, o incentivo à “cultura da fiscalização” e dar uma maior “atenção para os servidores da casa, numa perspectiva coletiva e individual. ” O maior desafio para todos os órgãos de controle, para Ziller, é “como fazer chegar ao cidadão que não procura, uma informação que o interessa”. “Os órgãos devem pensar no cidadão, beneficiário das políticas públicas e a quem devem ser prestadas as contas”, comentou.

Além disso, Ziller recomendou a necessidade de melhoria na qualidade dos relatórios de auditoria e inspeção. “É a forma de mostrar o trabalho da CGDF, por isso, deve ser entendível para a sociedade”, comentou. Ziller finalizou sua fala desejando sucesso para o futuro controlador no próximo ano.

O atual controlador-geral, Lúcio Pinho, falou sobre uma das suas principais metas quando assumiu a liderança da CG: consolidar projetos já existentes. “Dar continuidade ao que já existia é fazer um trabalho que agregue à gestão pública”. Segundo Pinho, “ainda tem muito trabalho a ser feito”, mas se orgulha de concluir o seu trabalho “com o órgão em outro patamar”.

 

O controlador-geral Lúcio Pinho durante sua fala

 

Sobre o processo de transição que está ocorrendo na Controladoria, Pinho destacou que têm sido “extremamente profícuo”. E relembrou que o “controle interno tem que ser corajoso mas precisa de suporte da alta gestão. ” Ao fim, agradeceu mais uma vez todos os servidores da casa pela sua “valentia”.

A controladora-adjunta Liane Angotti também expôs seu desejo para o futuro. “Serviço público de qualidade dá continuidade a bons projetos”, disse.

Outros participantes do debate também pontuaram questões que deveriam ser levadas em conta no futuro, para abrir o diálogo e passar a palavra ao futuro controlador-geral Aldemário Araújo Castro.

 

Aldemário A. Castro, futuro controlador-geral, debate o futuro da CGDF

 

Castro abriu sua fala com uma reflexão para os presentes: o processo eleitoral deve ser tomado como lição para entender as insatisfações e demandas da sociedade. Ele identifica duas preocupações principais na sociedade: a demanda por qualidade e eficiência de serviços e políticas públicas; e a exigência no combate a todo tipo de corrupção na administração pública.

Em busca da excelência no trabalho a ser iniciado a partir de janeiro, Castro já têm propostas e citou dois textos que escreveu e divulgou: “Um Programa de Combate à Corrupção” e “Os desafios do controle interno no governo Ibaneis”.

Para o futuro controlador do DF, é preciso aproveitar o momento de expectativa social em relação ao controle da administração pública. Mas “não se pode atribuir ao controle interno resolver problemas estruturais da sociedade”, sob o risco de “superdimensionar o seu papel. ” Por isso, “é preciso sensibilidade”, para calibrar a relação entre a importância dos órgãos de controle para a gestão e o seu papel constitucional.

Segundo Castro, a diretriz do governador eleito, Ibaneis Rocha, e a sua disposição pessoal de atuar “com o máximo de transparência e diálogo possível e imaginável” é o que guiará suas ações à frente da Controladoria-Geral do DF.

Para isso, além de outras iniciativas, Castro pretende “avaliar em tempo real a satisfação em relação ao serviço público” e, assim, “aprofundar o trabalho da Controladoria. ”

Castro lembrou a todos que também compartilha da ideia de “gestão cumulativa”, onde é analisado o que há de bom para aproveitar e evoluir. “Não há nenhuma ação para ser descontinuada”, disse, apenas ajustar as energias.

Castro expôs o que pretende para a sua gestão: diálogo. “O risco do erro numa decisão individual é enorme”, comentou. Sobre tudo o que pretende realizar, disse que “gostaria de ser o primeiro a ser provocado quando um erro for identificado”. “Não vou chegar com verdades absolutas. Vou chegar com ideias e propostas a serem debatidas”, finalizou.

 

Por: Paloma Timo

Edição: Cristiane Pitta