Governo do Distrito Federal
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6/03/20 às 14h23 - Atualizado em 28/04/20 às 19h29

CGDF e SEGOV realizam Diálogos com o Controle com administradores regionais

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O objetivo é orientar a gestão administrativa para evitar irregularidades e melhorar os serviços prestados ao cidadão

 

A Controladoria-Geral do Distrito Federal, em parceria com a Secretaria de Estado de Governo, realizou, nesta quinta-feira (05/03), na Escola de Governo (EGOV), o evento Diálogos com o Controle com os administradores regionais. O objetivo é orientar a gestão administrativa, para evitar irregularidades e melhorar os serviços prestados ao cidadão. A abertura contou com a presença do controlador-geral do DF, Paulo Martins, do secretário de Governo, José Humberto, e do secretário-executivo de Cidades, Fernando Leite.

 

O controlador-geral do DF, Paulo Martins, destacou a importância do trabalho preventivo da CGDF para ajudar os gestores a não cometerem erros ou irregularidades na gestão administrativa. “Esse evento, como o próprio nome diz – Diálogos com o Controle – é para reforçar que nós somos parceiros, somos GDF e estamos juntos para que o governo alcance o melhor resultado. O governo precisa dar certo, a administração de vocês precisa dar certo, e nós estamos aqui para isso”, afirmou.

 

José Humberto, secretário de Governo, falou que já ocupou diversos cargos públicos, tais como administrador regional e secretário de estado, e que é muito bom, ao deixar o cargo, ter a tranquilidade de saber que fez uma boa gestão e que não ficou pendente nenhuma obrigação para com o Estado. Ele acredita que os erros cometidos, muitas vezes, acontecem por falta de conhecimento.

 

“Para isso, para você ter essa tranquilidade, você precisa estar de mãos dadas com quem está executando, com quem está orientando, e com quem pode contribuir para que as intervenções sejam feitas na hora certa. A maior parte dos erros cometidos é involuntário, por falta de conhecimento e de pessoas com qualidade técnica para executar o que lhe foi incumbido. Isso não impede que, lá na frente, você seja cobrado pelos atos que você tomou, enquanto estava exercendo um cargo de gestor público”, alertou.

 

 

Por fim, afirmou que os administradores regionais devem olhar a CGDF como um ente do Estado que ajuda a superar essas dificuldades de maneira preventiva e orientativa. “Olhar como um parceiro. É essa imagem que devemos construir nesse evento. Na dúvida, consulte, pergunte. Essa via de duas mãos vai dar segurança para quem está trabalhando”, disse.

 

Já o secretário-executivo de Cidades, Fernando Leite, ressaltou que o governo do DF tem como meta principal fazer a diferença em todos os campos, mas que isso deve ser feito dentro da legalidade. “Nós queremos fazer rápido, bem feito, mas dentro da legalidade e com as melhores práticas possíveis. E esse evento é muito importante para isso. Temos que melhorar a nossa gestão e aumentar a nossa eficiência, mas temos que fazer a coisa correta e bem feita”, observou.

 

Regiões Administrativas

Em suas apresentações, os administradores regionais, Ilka Teodoro, do Plano Piloto, e Carlos Dalvan, do Recanto das Emas, compartilharam suas experiências por meio de boas práticas que as referidas administrações implementaram nos últimos meses.

 

Ilka Teodoro fez elogios ao formato do Diálogos com Controle e ressaltou sua importância. “Esse modelo é um instrumento essencial para melhoria dos processos de controle e governança das administrações regionais. É com esse aprendizado que pudemos estabelecer a boa prática que apresentamos no encontro de hoje”, enaltece a administradora do Plano Piloto.

 

Já Carlos Dalvan destacou a relevância de ter uma gestão transparente. “Essa é uma prioridade para esse Governo, só com transparência teremos uma população confiante em melhorias na gestão e contribuindo para serviços mais eficazes. Por isso que essa aproximação das administrações com a CGDF é tão importante”, ratifica o administrador do Recanto das Emas.

 

Questionário

O controlador-geral do DF, Paulo Martins, deu sequência ao evento e falou sobre as informações que foram levantadas pela CGDF no questionário enviado às administrações regionais. O objetivo foi verificar as dificuldades enfrentadas e poder ajudá-los na solução de problemas, além de identificar as boas práticas.

 

Ele também acredita que a maioria dos gestores cometem erros por desconhecimento. “Existe uma pequena parcela corrupta que deve, merece e será punida. Mas apesar do trabalho repressivo da CGDF, é preciso apostar no trabalho preventivo. Não podemos deixar o trabalho de orientação de lado”, disse.

 

Para ele, o controle precisa estar de portas abertas e não pode ser visto como um carrasco. “Precisamos estar ao lado do gestor na resolução de problemas e no acompanhamento das políticas públicas. Por que isso? Porque é o que dá certo. É como a gente tem um resultado mais efetivo. Quando eu consigo resolver um problema no início, o sucesso do resultado é muito maior. Estamos abertos aos administradores para ajudar no que for preciso”, salientou.