Governo do Distrito Federal
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20/05/19 às 9h56 - Atualizado em 5/06/19 às 10h44

Analista da Câmara dos Deputados fala sobre uso da tecnologia para aproximar cidadão do processo legislativo

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Cristiano Ferri participou da IV Semana de Controle Interno, Transparência, Ouvidoria e Correição da CGDF

 

O analista legislativo da Câmara dos Deputados, Cristiano Ferri, apresentou durante a IV Semana de Controle Interno, Transparência, Ouvidoria e Correição da Controladoria-Geral do Distrito Federal (CGDF), novas formas de aproximar o cidadão do legislativo na era da democracia digital. Ele ressaltou a importância do uso da tecnologia para melhorar a relação entre o parlamento e sociedade, já que o mundo enfrenta uma crise de desconfiança por parte da população em relação aos deputados e senadores.

 

Para isso, disse ele, existe hoje na Câmara dos Deputados o LabHacker: laboratório que estimula o desenvolvimento de ações e ferramentas que ampliem a participação social no processo legislativo. Atualmente o laboratório é o gestor do Portal e-Democracia, que apresenta diversos modelos de participação, como interação em audiências, edição colaborativa de projetos de lei e debates temáticos.

 

“O laboratório foi criado para promover o desenvolvimento colaborativo de projetos inovadores em cidadania relacionados ao Poder Legislativo.  É responsável pela governança do Portal e-Democracia, uma plataforma de participação que amplia a transparência da atividade legislativa e a interação entre os parlamentares e a sociedade”, relatou.

 

Cristiano Ferri informou que no Portal e-Democracia, do qual foi fundador e gestor por muitos anos, o cidadão tem acesso a audiências interativas ao vivo, onde é possível participar enviando perguntas que são respondidas pelos parlamentares. Também tem acesso ao Wikilegis, ferramenta de edição legislativa onde o cidadão pode contribuir com sugestões para artigos ou parágrafos de leis que estão sendo elaboradas na casa.

 

“Leis como o Marco Civil da Internet, o Estatuto de Portadores de Deficiência e o Estatuto da Juventude foram construídas de forma colaborativa por meio dessa ferramenta. É uma nova forma de pensar a representação. Não estamos falando de uma democracia direta, estamos falando de uma democracia indireta só que modernizada”, apontou.

 

Inteligência Artificial

 

O analista legislativo destacou ainda que a aposta atual do laboratório é a Inteligência Artificial (IA) que deve ser utilizada para aproximar ainda mais o cidadão, não apenas dos parlamentares, mas de todo o processo legislativo.

 

“Meu enfoque é na aplicação da Inteligência Artificial em relação ao atendimento de varejo em larga escala. Com esse objetivo, nasceu o protótipo/projeto “Me Escuta”, que consiste em um assistente virtual com IA onde o cidadão pode fazer perguntas, que serão respondidas de forma direta e automática, através de um aplicativo no celular. O assistente é alimentado por informações fornecidas pelo próprio parlamentar e também de dados abertos”, explicou.

 

Segundo ele, é preciso trabalhar novas competências e novos frutos de trabalho. “Não faz sentido a Câmara organizada segundo uma estrutura da década de 70, onde a área de comunicação é separada da área de tecnologia, que é separada da área de informação, que é separada da área de negócios. Esse modelo não funciona mais”, concluiu.

 

A Semana de Controle Interno, Transparência, Ouvidoria e Correição foi promovida pela CGDF na semana passada, em Brasília (DF), em parceria com a Escola de Governo do Distrito Federal (Egov) e a Escola Nacional de Administração Pública (Enap).