Governo do Distrito Federal
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15/06/12 às 3h00 - Atualizado em 29/10/18 às 15h42

Agnelo reconhece o trabalho da STC

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Segundo análise de cientistas políticos, conforme matéria veiculada no Jornal de Brasília da quinta-feira, 14 de junho de 2012, à página 15, o que se viu na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito do Cachoeira, que sabatinou o Governador do DF, Agnelo Queiroz, no dia 13 de junho, foi um governante firme e autoconfiante. Durante quase dez horas, Agnelo respondeu às perguntas, sem tergiversar. O Governador teve o cuidado de comprovar o que dizia com documentos, relatórios de auditorias e processos disciplinares. O ponto alto do depoimento foi o momento em que Agnelo colocou à disposição dos membros da CPMI seus sigilos: bancário, fiscal e telefônico. Em seu discurso, ele elogiou o trabalho da Secretaria de Transparência e Controle do DF, que fortaleceu o controle interno, apontou falhas e permitiu ao GDF economizar recursos e recuperar prejuízos sofridos pelo erário em gestões anteriores. 

Para comprovar que seu governo nunca manteve qualquer relação com o grupo criminoso liderado pelo bicheiro Carlos Cachoeira, o Governador ressaltou todas as medidas adotadas, desde o início de 2011, para coibir desvios, garantir a lisura nos processos licitatórios, evitar contratações emergenciais e melhorar a fiscalização dos gastos públicos. Merecem destaque as auditorias realizadas pela Secretaria de Transparência e Controle do DF em todas as áreas sensíveis do governo. Tal medida incluiu a auditoria no Serviço de Limpeza Urbana do DF, concluída em novembro de 2011, que, muito antes de qualquer menção da Operação Monte Carlo – deflagrada em abril de 2012, chamou a atenção para diversas irregularidades no SLU, tais como: problemas na varrição das ruas, pesagem incorreta dos resíduos e entulhos, falta de fiscalização adequada e de informatização dos dados. Os relatórios de auditoria apontando os problemas detectados foram encaminhados para o Tribunal de Contas do DF e também para o Ministério Publico do Distrito Federal e Territórios para a adoção de providências ainda em 2011.

Respaldado pelas próprias escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, Agnelo comprovou que o motivo de todo o ataque político sofrido por ele, com o intuito de ligar seu governo ao esquema de corrupção, era o fato de a organização criminosa não ter conseguido atuar no Governo do Distrito Federal. As degravações das escutas confirmam a versão do Governador. Em diversos momentos, é possível perceber as diversas tentativas frustradas do grupo de emplacar pessoas em cargos estratégicos do governo. Esse foi o caso da empresa Delta, que, depois das medidas adotadas pela STC, como a adoção de balança para pesagem dos resíduos sólidos, em janeiro de 2012, deixou de faturar cerca de 1 milhão de reais por mês.

Veja a repercussão na mídia:

Jornal de Brasília:http://www.jornaldebrasilia.com.br/edicaodigital/pages/20120614-jornal/pdf/14.pdf

Correio Braziliense: Correio Braziliense – Agnelo abre sigilos e passa no teste da CPI – 14.06.2012

Folha de São Paulo: Folha de São Paulo – Agnelo abre sigilo à CPI e força Perillo a copiá-lo – 14.06.2012